quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apenas um trecho ...

Ultimamente tenho notado que as pessoas andam muito feridas.
Feridas internamente por relacionamentos que não deram certo. Feridas por mágoas acumuladas. Feridas por não terem recebido do outro o que elas acreditam que mereciam e merecem por serem quem são.
Em 2010, ganhei de uma grande amiga/irmã um livro chamado: ''Enquanto o amor não vem".
Não sou o tipo de pessoa que sinto tesão pela leitura. Ler me cansa, não tenho paciência para esperar o final, etc ... Mas por algum motivo indescritivel, eu li este livro em exatamente 2 dias (e não é um livro ''pequeno"). 
Na tentativa de tentar ajudar estes queridos que andam tão feridos, resolvi então publicar um pequeno trecho do livro. 
Até mesmo os que não gostam deste tipo de leitura, aconselho que deixem de lado o preconceito e a preguiça que podem surgir neste exato momento. 
Espero que de alguma forma eu consiga ''abraçar'' vocês.
Um beijo.

 " Curar qualquer coisa leva tempo.Se você corta o braço e sangra, você pode tratar dele, cobri-lo, colocar um band-aid para evitar infecção, mas você sabe que o ferimento precisa de tempo para cicatrizar. Durante os próximos dias, talvez até mesmo semanas, você deverá tratar o braço com muito cuidado enquanto a ferida está cicatrizando. Você está esperando uma nova camada de pele cresça. Nossos relacionamentos precisam do mesmo tempo de cicatrização, pois trazemos feridas para o relacionamento. Quando não temos paciencia, estamos fadados a enfiar o dedo na ferida ou arrancar o band-aid cedo demais, querendo um conserto imediato. Esquecemos de que há um processo envolvido na cicatrização.

Um dos motivos pelos quais não respeitamos nosso próprio processo de cura é por nos odiarmos. Nós nos criticamos, nos achamos errados, tentamos consertar todas as coisinhas e, afinal, ficamos exaustos. E nos odiamos por nos obrigarmos a fazer um trabalho tão exuastivo. Exaustão e falta de amor-próprio levam a sentimentos de inadequação. Inadequados porque não conseguimos parar de fazer as coisas que nos machucam e não conseguimos descobrir como começamos a fazer essas coisas. Entao, a inadequação leva ao medo. Medo que estejamos ficando sem tempo, medo de nunca conseguirmos dar um jeito na vida, medo de que, se ficarmos muito íntimos de alguém, essa pessoa irá descobrir o quão realmente somos inadequados. Mas não é nada disso! Não somos nem um pouco inadequados! Estamos machucados. Somos soldados feridos porque transformamos o amor em um campo de batalha. Quando um soldado é ferido, ela/ele devem abandonar o campo de batalha. Ela/ele devem partir para poder se curar.

Qualquer ser humano possui algo que precisa ser curado.Nem sempre é um corte profundo ou um ferimento infeccionado, mas sempre exste algo que precisamos de tempo para tomar consciencia. Em todos os relacionamentos, sejam bons ou ruins, chega uma hora em que os parceiros precisam se afastar para poderem se curar. Infelizmente, o medo da perda nos impede de tirar férias por alguns dias ou horas, para começar o processo de cura, cada um para um canto, de tal maneira que possamos e tratar juntos os ferimentos. Quando os parceiros não se afastam para cicatrizarem sozinhos, aumentam as possibilidades de criarem todo o caos e confusão que procuramos evitar. Não é o relacionamento em si, são as feridas que trazemos e nas quais continuamos a mexer porque não tiramos um tempo para dar início a cura. É o amor-próprio que nos tornará capazes de nos darmos um espaço para cicatrizar sem medo. A compatibilidade sexual não resolve o problema. A necessidade de sentir-se necessário não os dará forças. O desejo de que cuidem de nós não nos dará coragem. Temos que saber como nos amar, estejamos ou não em um relacionamento. Se não existe amor-próprio, nao teremos escolha a não ser fazer as coisas idiotas e infernais que nos enlouquecem nos relacionamentos." [ Autora: Tyanla Vanzant / Páginas: 138 e 139]

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