terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meus 27 anos!




Nesse dia, quero agradecer as seguintes pessoas :Dona Simone (minha mãe), Dona Heliane (minha avó),Senhor Clodoaldo (meu pai). Meus tios Guto, Juliana, Júlio e Denise. A minha priminha Helena, por ter trazido novamente a família a delícia de ser criança. Aos meus irmãos: Cristiano, Camila (Parabénsssss pelo casório), Débora e Caio. Aos amigos Izabela Linke, Thales Linke, Luiza de Sá, Jarbas Arinos, Maria Carolina, Edgar, Leo Cabral (meu chapa), Marcella Paiva, André Brito, Marcus Evaristo, Rodrigão, Petróleo, Jerry e Anamaria (ai que saudade de vocês), Daniel (cabelinho), Bernado (Vó), Alice e Laís, Gracielle (que sinto um orgulho especial), Letícia Porto e Leleti (aquisições recentes), Ju Coelho, Lú (minha cunhada), Guilherme (meu cunhado), Flávio Quinicário, Aline Priscila, Rafael, Ismael, Leandro Ribeiro e Ju Guapo,Rodrigo (meu primo),  Mônica e mais tantos outros (que posso não ter citado, mas possuem o mesmo valor dos descritos aqui).

Quem agradece sou eu por vocês existirem. Agradeço pela chance que me deram de tê-los em minha vida. Pelo apoio nos momentos dificies, pelas risadas, abraços, lágrimas, fraquezas e forças. É uma enorme honra pra mim, conhece-los. 

Metade de mim é vocês...

Levo um pouquinho de cada um comigo , e levo também um pouquinhos dos que não permaneceram, mas que algo me ensinaram.
Então parabéns para todos nós nesse dia 19 de janeiro. Que eu tenha muitos e muitos anos, pra viver com vocês!!!

                          '' ... E que a minha loucura seja perdoada
                                Porque metade de mim é amor
                               E a outra metade também...'' (Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

The Road Not Taken



Postagem dedicada a Ju Coelho.
Acho que agora entendo porque ela se emociona com esse poema.

THE ROAD NOT TAKEN
autor: Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
two roads diverged in a wood, and I -
- I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


A ESTRADA NÃO SEGUIDA - (Tradução)
Duas estradas divergiam em um bosque amarelo
e lamentando não poder seguir por ambas
e ser um viajante, longamente eu permaneci
e olhei uma delas até o mais longe que pude,
para onde ela sumia entre os arbustos.

Então, segui a outra, igualmente bela
e tendo talvez clamor maior
porque era gramada e convidativa;
Embora quanto a isso, as passagens
houvessem lhes desgastado quase que o mesmo,

e ambas naquela manhã se estendiam
em folhas que nenhum passo enegrecera,
Oh, eu guardei a primeira para um outro dia!
Contudo, sabendo como um caminho leva a outro,
eu duvidei de que um dia voltasse.

Eu estarei contando isso com um suspiro
a eras e eras daqui:
Duas estradas divergiam em um bosque, e eu –
Eu escolhi a menos percorrida,
e isto fez toda a diferença.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Oração Celta.


Que o caminho seja brando a seus pés,
O vento sopre leve em seus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
As chuvas caiam serenas em seus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de suas mãos

Que a estrada abra à sua frente,
que o vento sopre levemente em suas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em sua face,
que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses guardem você na palma das suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
que o vento suave refresque seu espírito,
que o Sol ilumine seu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
e que Deus envolva você no seu manto de amor. 


Desejo que todos possam ser abençoados por essa oração.
Um beijo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Liza - Saudade é o amor que fica!


Um dia minha mãe apareceu em casa  com uma coisa peluda, que cabia na palma da minha mão. Ela tinha uma orelha marrom e uma mancha marrom no corpo, seu fossinho era rosado e ela balançava o rabo com uma velocidade inacreditável. Meu irmão a olhou e disse: ela vai se chamar Liza, e eu nunca poderia imaginar tudo que ela seria nos seus 14 anos e meio de vida.

Eu conseguir queria escrever muita coisa sobre ela: a forma como ela dormia, o terrorismo que ela fazia quando ficava presa (ela picava todos os jornais que ela encontrava pela frente), como ela não estava nem ai para qualquer barulho ao seu redor, a forma como ela pedia seu ossinho e seu vestido rosa...

Há dois anos percebi que ela estava ficando magra - e ela nunca foi magra, tanto que eu a chamava de gorda. Começou a beber água demais, a fazer xixi demais e a dormir demais. Então apareceu um machucadinho na pata que nunca se fechava por inteiro, e ela continuava a emagrecer... Tivemos que levá-la ao veterinário, depois de uma noite inteira em que ela dormiu no pé da cama da minha mãe. Lembro que levantei às 7 da manhã e fui praticamente de pijama com ela na clínica, de tão estranha que ela estava. Quando fizeram os exames, descobrimos que ela estava diabética. Em 2 meses ela emagreceu 3 quilos e ela foi castrada para que a diabetes pudesse ficar mais estável, mas não deu tempo de evitar a cegueira completa que a atingiu.

Então ela voltou pra casa, depois de 60 dias internada. Quando ela chegou, ela só dormia... Achei que ela não fosse sobreviver às limitações que a diabetes havia lhe dado, até que 15 dias depois, cheguei na sala e vi andando muito devagar, como se tivesse contando os passos até a cozinha e depois de mais ou menos 1 mês ela aprendeu a ''ver'' tudo denovo, do jeito dela. Engordou, passou a latir denovo, e sempre se testando cada vez mais. Indo cada vez mais longe dentro de casa. Ela passou a trombar muito menos em qualquer parede, cadeira, vassoura ou cama do que eu, que vivo com a perna roxa de trombar nas coisas.
E entre altos e baixos ela estava firme, se virando e nos ensinando que não existem obstáculos para as limitações que a vida nos empoe.

Há 4 meses foi detectado o câncer de mama nela. Após uma longa conversa com os veterinários e a família,  decidimos que operá-la estava fora de questão. Seria o mesmo que operar uma pessoa de 98 anos de idade, ou seja, os ricos seriam altos demais e a chance dela sobreviver seriam mínimas, além do que a diabetes dela, atrapalharia e muito na recuperação e talvez até piorasse. Decidimos então viver com a Liza o máximo que ela conseguisse, dando o conforto que ela merecia até que ela não pudesse mais permanecer aqui.

Rezei diariamente para que ela morresse dormindo, tranqüila.
Mas ela estava diabética, com câncer, e nessas ultimas semanas de final de ano ela passou a ter reações muito suspeitas. Tentava ficar próxima o máximo que podia, mas percebemos que ela voltou a dormir muito, comer quase nada e teve várias crises.

No dia 31 de dezembro de 2010, eu a levei para a clinica veterinária onde ela ficaria na rivada do ano, para que não ficasse sozinha e fosse bem cuidada, ate no dia01 de janeiro.

No dia primeiro, acordei as 7 da manha com o telefone tocando e quem atendeu foi minha mãe, e ela me informou que a veterinária havia ligado para informar que a Liza, na virada do ano, teve 4 convulsões e ficou desmaiada por um longo tempo. Descobriram que o câncer havia atingido o pâncreas e ela não poderia mais voltar pra casa.
Então decidimos dar a ela o descanso que ela merecia ter. Fui até lá, olhei pra ela e disse: Liza eu te amo e vou te dar o descanso que você quer (porque eu tenho certeza que ela só estava reagindo ainda, por nós). Sai da clínica levando a filha dela, mas ela, do jeito que eu levei, não voltou mais. Sei que fiz o certo. Não queria que ela morresse sentindo dor. O veterinário informou que ela morreu como se tivesse dormindo, tranqüila e em paz. 

...E a Liza me ensinou nesses 14 anos, que amor é incondicional, que não existem obstáculos que não possam ser superados  e que às vezes temos que abrir mão, para seguir em paz.
A dor que sinto desde ontem se compara a um elefante sentado em meu peito. O choro é incontrolável, mas eu sei que vai passar, um dia vai.

Vá em paz Lili .. Você foi ''o melhor amigo do homem'' que eu conheci, e sei que existe em algum lugar, um espaço especialmente reservado pra você com tudo o que você merece... E todo o amor que você teve nesses 14 anos por nós.
Te amo pra sempre!
Beijo