quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pense nisso...



Se usarmos nosso tempo, dedicação, atenção para proclamar sorrisos, felicidade e amor, tudo fica melhor, tudo se transforma e assim cumprimos o que Deus nos confiou.

A forma de algumas pessoas levarem a vida, com mais leveza, com um sorriso no rosto e felicidade estampada em atitudes, não quer dizer que ela seja irresponsável com aquilo que lhe foi confiado...

Dedicação, atenção, responsabilidade,
não tem nada a ver com mau humor ou o fato de não prestarmos atenção nas simples formas de amar.

Todo mundo é igual e estamos todos destinados a um mesmo futuro, a morte.

Mas apesar desse destino certo, cabe a cada um, a liberdade de escolha, enquanto respira...

Como você decide viver a vida é o que faz diferença nos momentos em que passar por provações.

As pessoas precisam AMAR mais e julgar menos!!!

''Não se pode ter guia mais seguro do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo''.

 
Um beijo.

domingo, 13 de março de 2011

Eu quero é ser feliz!



(Autora - Rosana Braga)

Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade que é, sobretudo, ineficaz. Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser revisto, reavaliado e reconduzido. Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário em que vivemos atualmente. Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não há muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que passou a ganhar um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então. Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacao, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma. E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros? Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado... Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço... E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero? Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei? Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral. O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro! Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser! Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência. A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante. E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...


Um beijo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu quase nada sei ...


"Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, fôrro, nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo mundo... Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa".(Guimarães Rosa)




Um beijo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Carta.



'' Belo Horizonte, 19 de janeiro de 2011.
(anote essa data ai na história, pois é a primeira carta que te escrevo!!)

Isso aqui não é nada. Não é um carimbo de confirmação da amizade, não é legitimação da nossa relação e muito menos uma rasgação de seda.
Convenhamos, né? 13 anos de verdade, roubadas, carinhos, farpas e amor incondicional são, por si só, o maior reconhecimento e o carimbo mais nítido do rótilo: AMIZADE.
Eu te disse um dia num depoimento do extinto orkut, que você era minha mochila, meu caminho, minha parceira de caminhada e mais um bando de coisa importante nesse processo.
Não mudo isso. E reitero tudo.
A verdade é que é tão dura essa vida ... tão frustrante, difícil e sofrida ... a gente dá tanta cabeçada, encontra obstáculos, encontra gente ruim, dias horríveis ... Tem tanta maldade por ai, tanta pobreza de espírito, tanta feiura e dureza...
A verdade é que tanta coisa assim deveria nos fazer desistir, desacreditar, parar de andar.

(não seria uma carta minha se não tivesse rasura!)

Poucas coisas nos fazem continuar. São poucas, mas existem.
E é isso que a gente é. Algo que me faz continuar. Que me mantém...
A cada ano um novo respiro para suportar a caminhada.

Feliz aniversário, Nani.
E obrigada pelos 13 anos de fôlego pra viver melhor.
Bela.''

E hoje, depois de chegar em casa eu resolvi reler essa carta.

Te amo, sempre! (Sem mais ... )

Um beijo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Te amo =)

http://meme.yahoo.com/jessicabiancasantos/p/GsRct8q/

e sem mais nada a dizer!

Um beijo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vamos pensar nisso?




O discursso abaixo foi feito por uma menina de 13 anos, em uma conferência da ONU aqui no Brasil, em 1992.

''Olá, sou Severri Suzuki, represento o ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir.
(...) Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo, estou lutando pelo meu futuro. (...) Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados.
Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.
(...) Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante de nossos olhos, e mesmo assim, continuamos agindo como se tivessemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções, mas quero que saibam que vocês também não tem. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não podem ressucitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiam onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir.
(...) No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: "eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho". Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somalia. Uma vítima da guerra no Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança mas ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizade para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais. Que lugar maravilhoso a Terra seria.
Na escola, desde o jardim de infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados, nos ensinaram a: não brigar com os outros, resolver as coisas bem, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então.. por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
(...)  Meu pai sempre diz "Você é aquilo que faz e não o aquilo que você diz". Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar a noite. (..) Eu desafio vocês. Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada.''

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meus 27 anos!




Nesse dia, quero agradecer as seguintes pessoas :Dona Simone (minha mãe), Dona Heliane (minha avó),Senhor Clodoaldo (meu pai). Meus tios Guto, Juliana, Júlio e Denise. A minha priminha Helena, por ter trazido novamente a família a delícia de ser criança. Aos meus irmãos: Cristiano, Camila (Parabénsssss pelo casório), Débora e Caio. Aos amigos Izabela Linke, Thales Linke, Luiza de Sá, Jarbas Arinos, Maria Carolina, Edgar, Leo Cabral (meu chapa), Marcella Paiva, André Brito, Marcus Evaristo, Rodrigão, Petróleo, Jerry e Anamaria (ai que saudade de vocês), Daniel (cabelinho), Bernado (Vó), Alice e Laís, Gracielle (que sinto um orgulho especial), Letícia Porto e Leleti (aquisições recentes), Ju Coelho, Lú (minha cunhada), Guilherme (meu cunhado), Flávio Quinicário, Aline Priscila, Rafael, Ismael, Leandro Ribeiro e Ju Guapo,Rodrigo (meu primo),  Mônica e mais tantos outros (que posso não ter citado, mas possuem o mesmo valor dos descritos aqui).

Quem agradece sou eu por vocês existirem. Agradeço pela chance que me deram de tê-los em minha vida. Pelo apoio nos momentos dificies, pelas risadas, abraços, lágrimas, fraquezas e forças. É uma enorme honra pra mim, conhece-los. 

Metade de mim é vocês...

Levo um pouquinho de cada um comigo , e levo também um pouquinhos dos que não permaneceram, mas que algo me ensinaram.
Então parabéns para todos nós nesse dia 19 de janeiro. Que eu tenha muitos e muitos anos, pra viver com vocês!!!

                          '' ... E que a minha loucura seja perdoada
                                Porque metade de mim é amor
                               E a outra metade também...'' (Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

The Road Not Taken



Postagem dedicada a Ju Coelho.
Acho que agora entendo porque ela se emociona com esse poema.

THE ROAD NOT TAKEN
autor: Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
two roads diverged in a wood, and I -
- I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


A ESTRADA NÃO SEGUIDA - (Tradução)
Duas estradas divergiam em um bosque amarelo
e lamentando não poder seguir por ambas
e ser um viajante, longamente eu permaneci
e olhei uma delas até o mais longe que pude,
para onde ela sumia entre os arbustos.

Então, segui a outra, igualmente bela
e tendo talvez clamor maior
porque era gramada e convidativa;
Embora quanto a isso, as passagens
houvessem lhes desgastado quase que o mesmo,

e ambas naquela manhã se estendiam
em folhas que nenhum passo enegrecera,
Oh, eu guardei a primeira para um outro dia!
Contudo, sabendo como um caminho leva a outro,
eu duvidei de que um dia voltasse.

Eu estarei contando isso com um suspiro
a eras e eras daqui:
Duas estradas divergiam em um bosque, e eu –
Eu escolhi a menos percorrida,
e isto fez toda a diferença.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Oração Celta.


Que o caminho seja brando a seus pés,
O vento sopre leve em seus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
As chuvas caiam serenas em seus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de suas mãos

Que a estrada abra à sua frente,
que o vento sopre levemente em suas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em sua face,
que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses guardem você na palma das suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
que o vento suave refresque seu espírito,
que o Sol ilumine seu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
e que Deus envolva você no seu manto de amor. 


Desejo que todos possam ser abençoados por essa oração.
Um beijo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Liza - Saudade é o amor que fica!


Um dia minha mãe apareceu em casa  com uma coisa peluda, que cabia na palma da minha mão. Ela tinha uma orelha marrom e uma mancha marrom no corpo, seu fossinho era rosado e ela balançava o rabo com uma velocidade inacreditável. Meu irmão a olhou e disse: ela vai se chamar Liza, e eu nunca poderia imaginar tudo que ela seria nos seus 14 anos e meio de vida.

Eu conseguir queria escrever muita coisa sobre ela: a forma como ela dormia, o terrorismo que ela fazia quando ficava presa (ela picava todos os jornais que ela encontrava pela frente), como ela não estava nem ai para qualquer barulho ao seu redor, a forma como ela pedia seu ossinho e seu vestido rosa...

Há dois anos percebi que ela estava ficando magra - e ela nunca foi magra, tanto que eu a chamava de gorda. Começou a beber água demais, a fazer xixi demais e a dormir demais. Então apareceu um machucadinho na pata que nunca se fechava por inteiro, e ela continuava a emagrecer... Tivemos que levá-la ao veterinário, depois de uma noite inteira em que ela dormiu no pé da cama da minha mãe. Lembro que levantei às 7 da manhã e fui praticamente de pijama com ela na clínica, de tão estranha que ela estava. Quando fizeram os exames, descobrimos que ela estava diabética. Em 2 meses ela emagreceu 3 quilos e ela foi castrada para que a diabetes pudesse ficar mais estável, mas não deu tempo de evitar a cegueira completa que a atingiu.

Então ela voltou pra casa, depois de 60 dias internada. Quando ela chegou, ela só dormia... Achei que ela não fosse sobreviver às limitações que a diabetes havia lhe dado, até que 15 dias depois, cheguei na sala e vi andando muito devagar, como se tivesse contando os passos até a cozinha e depois de mais ou menos 1 mês ela aprendeu a ''ver'' tudo denovo, do jeito dela. Engordou, passou a latir denovo, e sempre se testando cada vez mais. Indo cada vez mais longe dentro de casa. Ela passou a trombar muito menos em qualquer parede, cadeira, vassoura ou cama do que eu, que vivo com a perna roxa de trombar nas coisas.
E entre altos e baixos ela estava firme, se virando e nos ensinando que não existem obstáculos para as limitações que a vida nos empoe.

Há 4 meses foi detectado o câncer de mama nela. Após uma longa conversa com os veterinários e a família,  decidimos que operá-la estava fora de questão. Seria o mesmo que operar uma pessoa de 98 anos de idade, ou seja, os ricos seriam altos demais e a chance dela sobreviver seriam mínimas, além do que a diabetes dela, atrapalharia e muito na recuperação e talvez até piorasse. Decidimos então viver com a Liza o máximo que ela conseguisse, dando o conforto que ela merecia até que ela não pudesse mais permanecer aqui.

Rezei diariamente para que ela morresse dormindo, tranqüila.
Mas ela estava diabética, com câncer, e nessas ultimas semanas de final de ano ela passou a ter reações muito suspeitas. Tentava ficar próxima o máximo que podia, mas percebemos que ela voltou a dormir muito, comer quase nada e teve várias crises.

No dia 31 de dezembro de 2010, eu a levei para a clinica veterinária onde ela ficaria na rivada do ano, para que não ficasse sozinha e fosse bem cuidada, ate no dia01 de janeiro.

No dia primeiro, acordei as 7 da manha com o telefone tocando e quem atendeu foi minha mãe, e ela me informou que a veterinária havia ligado para informar que a Liza, na virada do ano, teve 4 convulsões e ficou desmaiada por um longo tempo. Descobriram que o câncer havia atingido o pâncreas e ela não poderia mais voltar pra casa.
Então decidimos dar a ela o descanso que ela merecia ter. Fui até lá, olhei pra ela e disse: Liza eu te amo e vou te dar o descanso que você quer (porque eu tenho certeza que ela só estava reagindo ainda, por nós). Sai da clínica levando a filha dela, mas ela, do jeito que eu levei, não voltou mais. Sei que fiz o certo. Não queria que ela morresse sentindo dor. O veterinário informou que ela morreu como se tivesse dormindo, tranqüila e em paz. 

...E a Liza me ensinou nesses 14 anos, que amor é incondicional, que não existem obstáculos que não possam ser superados  e que às vezes temos que abrir mão, para seguir em paz.
A dor que sinto desde ontem se compara a um elefante sentado em meu peito. O choro é incontrolável, mas eu sei que vai passar, um dia vai.

Vá em paz Lili .. Você foi ''o melhor amigo do homem'' que eu conheci, e sei que existe em algum lugar, um espaço especialmente reservado pra você com tudo o que você merece... E todo o amor que você teve nesses 14 anos por nós.
Te amo pra sempre!
Beijo